Meus livros!

05 outubro 2016

A TODOS OS ROMANCES, TODOS OS ROMANCISTAS

“Ler é fazer amor com as palavras”, disse Rubem Alves. Eu concordo sem reticências.
Um livro mudou minha vida. Quantas vezes você já ouviu esta frase? Eu, muitas. Pessoas que venceram ao ler algo que as motivou. Mas falo também porque aconteceu comigo. Iniciei minha vida de leitora bem cedo. Antes mesmo de aprender a ler. Pela voz e olhos da minha família. Meu nonno, minha irmã, minha mamma. Cresci com a benção de ouvir histórias todas as noites e todas as manhãs e esta foi minha maior riqueza.
Então, aos oito anos escolhi casualmente um livro na estante que transformou completamente a noção de leitura que eu tinha até ali. Chegava às minhas mãos uma versão juvenil da obra “Orgulho e preconceito” de Jane Austen. Ah! Quando li aquele romance eu me apaixonei completamente.
Foi como uma estrela que se acendeu diante dos meus olhos ou talvez tantas, como os muitos sonhos que ali nasceram e me acompanharam, a partir daquele momento. Cresci com eles.
Ser romancista é um deles. Eu simplesmente amo ler e escrever histórias de amor. Eu me envolvo com elas, viajo por alguns momentos mágicos e vou tão longe que fica difícil voltar para a vida real.
Hoje, enquanto concluía a leitura de mais um dos romances que fazem parte da minha biblioteca, precisei sentar e escrever este texto. É a forma que encontrei para agradecer aos romancistas por todo este universo mágico e envolvente em que nos fazem mergulhar. É também uma forma de agradecer a Deus pelas histórias que pude criar.
Para algumas pessoas, o romance passa longe de ser o gênero predileto. Já me disseram que quase todo romance é clichê e que por isso meus romances serão lidos e esquecidos. E da mesma forma, tantos outros romances. Eu discordo. Porque um romance marcou minha infância e me tornou a escritora que eu sou hoje. Depois de 12 anos recebendo o retorno sensível dos meus leitores eu posso discordar. Se tem alguma coisa poderosa neste mundo é o amor. E mesmo através das palavras ele age, se manifesta e contagia.
Então, romancistas, obrigada por suas histórias. Por terem o dom de nos conquistar, emocionar e inspirar.  A gente chora e ri com vocês. E certamente “faz amor com as palavras”.
Parabéns a todos os autores nacionais que como eu se emocionam com suas histórias e igualmente lutam por elas, para que cheguem ao público-alvo, para que formem um novo leitor.

Porque se “E o vento levou”, ainda, “Em algum lugar do passado” existe “Um amor para recordar”, e mesmo quando nos perdemos entre “Razão e sensibilidade”, ainda assim fala mais alto o “Amor além da vida”, quem sabe... “A culpa é das estrelas”.
Como eu disse em “Sem Destino”, meu primeiro romance publicado: HÁ MUITO A SER DITO. HÁ MAIS A SER DESCOBERTO. Que venham tantas outras histórias. E independentemente do que se possa dizer, cada uma a seu modo se faz ver, porque Graças a Deus no mundo há diversidade. E todos os gêneros encontram seu lugar.

 

03 setembro 2016

A EXTINÇÃO DA LITERATURA NACIONAL

Bienal do livro de São Paulo, 2016 Eu acreditava que o público de São Paulo era o maior público para livros e, em consequência autores, do Brasil. O fato é que levei 12 anos como autora independente para ver que a extinção da Literatura Nacional como arte está se aproximando. Por quê? Porque hoje faz sucesso a imagem, o quanto se pode pagar, o status e não a qualidade literária. Porque a mídia manipula tudo agora. Jovens gritam desesperados no Anhembi aflitos por encontrarem seus ídolos (vários youtubers que marcaram presença na bienal de livro), enquanto muitos autores, inclusive os de editoras, se tornaram "transparentes". Porque chuvas de trabalhos que não são mais do que meras cópias proliferam em pequenas e grandes editoras e gráficas, textos péssimos, para não falar em erros de ortografia gritantes e escassez de conteúdo. Acreditem, há autores em editoras conceituadas porque pagam e pagam caro por marketing e publicação.
Porque livrarias de renome lotam o pavilhão com toneladas de livros em ofertas e o espaço destinado aos independentes sofre com o anonimato e a completa falta de divulgação, sem contar a péssima localização e o quase que completo desinteresse por falta do público. Porque vejo professores desinteressados passando pela Travessa Literária, tão esquecida no fim do pavilhão, que mal olham para os autores que ali estão, com trabalhos (alguns didáticos) maravilhosos. Leitores que correm desenfreadamente nas passarelas do pavilhão para receber youtubers e ignoram autores independentes, alguns já premiados (até internacionalmente), de todo o canto do país.
Porque vejo preconceito com o livro nacional, como sempre. E preconceito injusto que ninguém faz questão de mudar. Não conhecem, não experimentam e julgam. Mas, entendam, eu não falo de pessoas que acordam e decidem ser escritores da noite para o dia por modismo, opção, comércio ou status, falo de escritores por vocação, por aqueles que dedicam suas vidas a toda uma construção intelectual e de amor à arte. Escritores com trabalhos maravilhosos que se tornaram invisíveis. Que investiram, apostaram e se tornam transparentes enquanto o público passa indiferente por seus livros. Por favor, pais, mães, professores, acordem enquanto é tempo de salvar nossa literatura. Será possível que o melhor da produção nacional tenha que correr para o exterior para ter voz e vez?

17 agosto 2016

POESIA PARA HOJE



Viver é continuar


Palavras plantadas
Quando são escritas
Na linha finita da vida
Na lauda infinita do tempo

Leituras de olhares
Intérpretes de expressões
Das letras não faladas
Registradas nas impressões

Silêncio forçado
Que grita indignado
ante a inação
Desperta então a indagação
Serena argui a coragem
E pede voz à mudança
Seja firme a intenção

Página em branco
Registra a emoção
Enquanto a tinta que pinta
É a caligrafia da razão
Não se sabe o que vem
Nem o que é mal ou bem

Espaço de tempo
Nos tantos momentos
Dos dias, das horas
Das calmarias e ventos

Amplitude de pensamento político
Compõe diferentes sonetos poéticos
Enquanto o trem se aproxima
Mineira, brinco com as rimas
E olhando os trilhos
Eis meu alento!
Viver é continuar
Pego carona nos bons sentimentos.


BEIJOS DA BRUNA!!!

11 julho 2016

UMA NOVA CANÇÃO


Muitos falam da falta de respeito e educação nas escolas, nas ruas. Reclamam
do motorista de ônibus que passa direto pelo ponto, esquecendo ali um passageiro
cansado, que esperou por ele em pé, às vezes até por meia hora. Do vendedor que cobra a mais; do profissional que passa a perna no cliente cobrando mil reais por um serviço que não passaria de 100; do político desonesto que desvia a verbas; do
profissional que erra por negligência ao exercer seu ofício. 
Mas será que em casa o exemplo é diferente? Será que estamos passando a noção de um comportamento étioc para nossos filhos?
Espero que sim. Para que nosso mundo, apesar deste caos que vivemos, em
termos de violência, corrupção, ambição, ainda tenha esperanças de um amanhã
melhor.

Na apresentação do programa Criança Esperança este ano, que foi ao ar pela
Rede Globo, o cantor Luan Santana cantou “Tem uma nova canção”, produzida por
Dudu Borges. A letra é uma mensagem de esperança aos brasileiros e fala justamente
de boas condutas como a do “gari que devolve a carteira com o dinheiro que ele tanto
precisa”.
“Entreguem o Brasil para aqueles que não furam fila; entreguem o Brasil para o
aluno que dá bom dia para o professor...” são trechos da música que chamam a nossa
atenção. É um convite.
Então, juntos, vamos ser essas pessoas do bem. Vamos compor e cantar uma
nova canção em nossa sociedade.
Vamos olhar para o contexto e reciclar nossos pensamentos, nossas ações. 

05 julho 2016

ADORÁVEL LEITOR

Sabemos que estatisticamente o Brasil é um país de não leitores. Em junho de 2015, o ex-ministro da cultura, Juca ferreira, falou que era uma vergonha o índice de leitura de 1,7 livro, em média, por ano.

Então a gente reflete. Se somos um país de não-leitores, imagine como é difícil um novo autor cativar um leitor? Imagine como é difícil formar um novo leitor nacional.
Porque infelizmente a Literatura Nacional sofre preconceito. 

E esse preconceito é mais um dos empecilhos para a autopublicação. Por isso, quando um leitor classifica nosso livro em uma plataforma digital como a Amazon e nos dá um retorno positivo, ou simplesmente envia uma mensagem narrando o que sentiu com a leitura isso é maravilhoso.

Quero compartilhar com vocês hoje a mensagem que recebi sobre meu lançamento: Mais que uma escolha. Um leitor que fez um poema inspirado no livro. 


"Eu acabei de ler mais que uma escolha. É muito bom e singelo.
Escrevi este poema com o título do seu romance:



Mais que uma escolha O amor envolve sacrifícios O amor envolve carinho O amor é muito mais que uma escolha O amor é uma constelação Cujas estrelas somos nós
O amor vai além das estrelas O amor nos ensina a fazer uma prece O amor vai além de sorrisos E não deixa a vida envelhecer E não deixa a amizade falecer O amor precisa mais que uma escolha Para ser vivido com intensidade E sem deixar a vida falecer Neste mundo sem amor e doente Eu vou deixar o amor me amadurecer E vou corrigir os meus erros Eu estou contando os dias Para encontrar a minha alma gêmea Para amar alguém É preciso fazer mais que uma escolha É preciso falar a verdade E não se deixar levar por mentiras Que podem destruir um grande amor
Para amar alguém É preciso aprender com os próprios erros É preciso fazer mais que uma escolha O amor nos traz uma eterna felicidade Mais que uma escolha O amor envolve sacrifícios O amor envolve carinho O amor é muito mais que uma escolha O amor é uma constelação Cujas estrelas somos nós
O amor vai além das estrelas O amor nos ensina a fazer uma prece O amor vai além de sorrisos Que não deixa a vida envelhecer E que não deixa a amizade falecer O amor precisa mais que uma escolha Para ser vivido com intensidade E sem deixar a vida falecer Neste mundo sem amor e doente Eu vou deixar o amor me amadurecer E vou corrigir os meus erros Eu estou contando os dias Para encontrar a minha alma gêmea Para amar alguém É preciso fazer mais que uma escolha É preciso falar a verdade E não se deixar levar por mentiras Que podem destruir um grande amor Para amar alguém É preciso aprender com os próprios erros É preciso fazer mais que uma escolha O amor nos traz uma eterna felicidade Que não deixa a vida falecer."

Cláudio Corrêa Monteiro, nasceu em São Domingos do Prata, Minas Gerais, em 1983 e escreve poemas desde 1999.

02 julho 2016

Pessoal! Estou chegando com mais um sorteio e desta vez.... hum, muito gostoso! O resultado será dia 3 de agosto! 
Meu link no Amazon: http://www.amazon.com/Bruna-Longobucco/e/B00JOKPHNM
*Postagem inclusa em todo território nacional. Participem, espero por vocês nos meus comentários!



23 junho 2016

TUDO PELA AUDIÊNCIA




Muita gente apelando para ser visto, lido, divulgado. Romances “hot” chovem pela rede, em tantas versões que está difícil escolher. Alguns sem revisão, sem qualidade literária, quase uma reprodução fiel de outras histórias.

São tantos que acabam sufocando as novas produções que realmente merecem ser lidas.

Outro dia me deparei com tantos 50 tons de alguma coisa (baseados no livro “50 tons de cinza”) que fiquei pasma.



Pensei no programa “Tudo pela audiência", apresentado por Tatá Werneck e Fábio Porchat. É isso mesmo. TUDO.

Se você posta a Literatura sem apelação, sem pretensão, ela é ignorada por grande parte da minoria que compõe os leitores deste país. E isso é triste! Precisamos ler, pessoal. Os clássicos, os novos nacionais, os nacionais de ontem, mas sem apelação. Tem gente que quase tira a roupa para ganhar uma curtida. E gente que tira mesmo.

Será que vale tudo pela arte? Tanta exposição, tanta reprodução? Vender só porque vende? E se colar, colou...

Ainda leio pelo prazer de ler. Para mim não precisa ser erótico, apelativo ou ousado. Precisa ser arte. Precisa cativar a atenção. Tem que ser LITERATURA no sentido pleno da palavra.