Meus livros!

06 fevereiro 2018

NOVO ROMANCE




EXPECTATIVA é o que sinto para saber a opinião dos leitores pelo meu novo romance. 
Um enredo com amor, suspense e reviravoltas, sem nunca perder o contato com a realidade e os altos e baixos de um relacionamento. 

Trecho:

"Mateus não podia acreditar no tombo que ela levou. Preocupado se abaixou para ajudá-la. E foi aí que os dois olhos cor de mel o atingiram em cheio. Como uma curva sinuosa, como um labirinto, como um mixer de sensações em alta voltagem. Eles estavam ali suplicantes e chorosos. Quase arrombando as defesas dos olhos verdes que os espreitavam. Havia algo mais naquele labirinto que ele não sabia explicar..."







27 julho 2017

ESPERANÇA

Neste momento em que a crise econômica assola o país e enfrentamos a corrupção, a violência e tantos outros problemas, precisamos ser mais otimistas do que nunca. A mídia todos os dias nos reporta tragédias, incidentes, fatores negativos. As pessoas andam cabisbaixas, desanimadas, temerosas. Estão no levando a acreditar que não temos saída. Mas existe uma palavra que muda tudo. Nossas vidas, nossas limitações, nossas dores e leva embora o medo. 
Essa palavra inspira atitudes inteligentes, inspira sucesso e SUPERAÇÃO. 
ESPERANÇA!!!
PRECISAMOS MAIS DELA DO QUE NUNCA. 
NÃO VAMOS ACEITAR ESSE CAOS COMO ALGO NORMAL. 
VAMOS MODIFICAR O QUE ESTÁ AO NOSSO REDOR. CONTAGIAR AS PESSOAS COM ESPERANÇA. 
VAMOS ILUMINAR NOSSO INTERIOR. 
VAMOS TRANSFORMAR!

FELICIDADE NÃO É UTOPIA, MAS UMA QUESTÃO DE ESCOLHA.  

É compartilhar a ESPERANÇA. Acreditar na MUDANÇA e no que ela tem de bom para nos mostrar. Falar de projetos, ideias e traçar novas metas. Sempre existe um caminho para se atingir os SONHOS. Vamos trabalhar, inovar, apostar em nossa capacidade criativa. Não traz resultados ficarmos na inércia, desanimados e desistentes. Nada de ombros baixos. Sem derrotismo. Mantenha a cabeça erguida. A cada novo dia em que Deus nos dá a bênção de abrir os olhos temos uma chance de recomeçar.

Para reflexão:
Muitos fazem pouco com o muito que tem.
Muitos fazem muito com muito pouco.

O que muda a nossa vida e a de quem a gente ama?
Fé. Atitude positiva. AMOR. Isso sim é contagiante. 

13 abril 2017

VOU PUBLICAR MEU LIVRO!

Hoje não são poucas as editoras que publicam sob demanda. Da mesma forma, não são poucos os autores.
Recebi algumas mensagens no Facebook reclamando dos altos custos de publicação. Da dificuldade de conseguir um agente literário ou uma carta de apresentação. Concordo. É difícil mesmo e nem sempre quem chega às livrarias chega por talento ou merecimento. Tem gente que chega porque lhe é viável financeiramente.  
A partir daí a sorte está lançada e é o leitor que vai dizer se é bom ou não.
Infelizmente, diante da crise e num país cujo índice de leitura é tão baixo, para quem está começando a carreira de escritor não resta alternativa mais rápida que a de investir na autopublicação e muito.
O que eu sugiro? Se você pretende investir no seu livro, pode acrescentar aí um bom valor para a divulgação. E muitas horas disponíveis para batalhar a chance de ser lido nas redes sociais.
Com a crise, o livro se tornou artigo de luxo. E se a concorrência já era enorme, agora é maior ainda, porque não é só concorrência com a literatura estrangeira e os autores nacionais, a concorrência é com o que é prioridade dentro de uma casa e o que não é. 
Quando se pesa os prós e contras e se decide apostar num sonho, só resta dizer: “Foco, força e fé”.
A gente sabe que viver da arte é muito difícil no Brasil, mas também sabe que o verdadeiro artista não consegue viver sem ela, certo? 
Então, mãos à obra!

31 março 2017

REFORMA ÍNTIMA

Deixei de blogar faz uns meses. Toda essa extensão e amplitude das redes sociais, confesso, me assusta.
Acompanhar as mudanças fica difícil. Postagens e mais postagens de trechos de livros, convites, links, vírus, capas ousadas e até apelativas, enfim, uma loucura. Daí chega um dia em que você está com uma postagem para fazer e questiona o que é forçar a barra e o que é ter algo a dizer. 

A internet ajuda e atrapalha. Entendo que a mídia dita muito pra nós, o que fazer, o que comprar, como agir e, por consequência, o que ler. Mas é preciso ter cuidado com o que se lê e principalmente com o que se escreve, com o que se dissemina por aí.

Não vou criticar o que não li. Não vou desmerecer o que é bom. Vou falar do li e do que vi. 
Há uma quantidade de péssimos livros autopublicados nessas plataformas digitais que chega a dar medo do contorno que a Literatura Nacional vai assumir. Livros eróticos aos montes, alguns praticamente cópias de outros que fizeram sucesso no exterior, com textos sem nenhuma coesão, mal-escritos e pobres.

Entendo que a editora sob demanda precisa sobreviver. Entendo que o autor precisa escrever. Só não entendo o descuidado em publicar toda e qualquer coisa só porque está na moda, com um vocabulário chulo e personagens abusivos. Sem revisão de texto, sem revisão de conteúdo. O Brasil já lê pouco e quando lê algo assim, desculpa, lê menos ainda.

Por isso, ando afastada. Refletindo. Trabalhando mais com a venda presencial. Existem momentos na vida que a gente precisa se reconstruir. Entrar em reforma íntima. Para quem sabe, algum dia, voltar melhor e mais forte. 

13 dezembro 2016

CULTURA GOELA ABAIXO, NÃOOOO!




Em 18 de abril de 2012 o escritor Ariano Suassuna ministrou uma palestra no Tribunal Superior do Trabalho, em que nos deixou a mensagem de que o Brasil andava trilhando o caminho da frivolidade.
Cito aqui algumas de suas passagens:

“Eu me preocupo muito com esse processo de vulgarização e de descaracterização da cultura brasileira”.

“Tudo que nos aparece nos é empurrado de goela abaixo como ordem do primeiro mundo e quando a gente se opõe somos chamados de arcaicos”.

“Estão nivelando o gosto pelo gosto médio. É a pior coisa que pode acontecer”.

Fala ainda dos falsos ídolos que nos são empurrados. E o que mais me marcou foi a seguinte frase:

“O escritor verdadeiro não vai atrás do lugar comum. Ele procura o que tem de verdade por trás da aparência”.

O vídeo da palestra que super recomendo pode ser conferido em: https://youtu.be/TQbqRon4-gQ


O fato é que passados dois anos de sua morte, na bienal de São Paulo, em agosto de 2016, dava pra ver bem a ilustração do que o escritor temia: frivolidade.

Vários colegas escreveram sobre o impacto que tiveram ao expor seus trabalhos nesta edição da bienal, quase que completamente ignorados pelo público.
Booktubers tornaram-se referência para a Literatura Nacional. Jovens com rostos lindos ou um estilo marcante ou ousado estampam os banners das livrarias e lotam as filas de autógrafos, enquanto autores com uma longa história literária e publicados até internacionalmente ficavam à deriva em muitos estandes, ignorados pelo público.
Eu conversei com muitos deles. Vi a desolação de colegas com trabalhos que me chamaram a atenção pela qualidade e ganharam até prêmios literários, nacionais e internacionais, mas que ali não venderam um único livro. Imaginem! Uma escritora me contou que durante seu lançamento quase foi atropelada por adolescentes apressadas rumo ao lançamento de jovens atrizes que então bombavam na mídia.
E no meio disso, como fica a cultura brasileira? Como ficam os velhos novos autores nacionais? Sem editora. Sem distribuição. Sem divulgação. Porque vamos combinar, a concorrência é injusta e desleal.
Ganha quem é mais jovem, fala mais alto, expõe-se mais ao ridículo e paga mais, claro.
O autor nacional independente já lida com escassez de público, preconceito em relação à obra nacional por grande parte dos leitores, sem contar o árduo caminho que trilha para chegar até o livro impresso.
Mas, claro, concordo com quem diz que booktubers e jovens autores incentivam a leitura, estimulam os outros jovens, e sei muito bem que nem sempre a novidade é frívola e fugaz. Sei que existem talentos promissores e exceções às regras.
Nem sempre a mídia dita tudo o que se vende e se escreve. Mas muita coisa é de uma pobreza intelectual doída.
E sim, a mídia dita grande parte do que se lê por aí.
No meio de alguma coisa legal e criativa existe sim um mar de futilidades, modismos inúteis, ataques e apelações.

 E, nós, os velhos novos nacionais, como ficamos? Ou não ficamos? Desistimos de ser para ser engolidos pela onda do momento?

Não!!!
Mesmo com o que nos é “empurrado goela abaixo” continuamos questionando.
Discernindo. Continuamos tecendo a Literatura Nacional, sejamos ignorados ou não. Seguimos lendo, refletindo e estudando. Confeccionando páginas e páginas à espera do leitor que tenha brasilidade. Leitor que diferentemente daquele que a mídia comanda, precisamos conquistar e no nosso "trabalho de formiguinha"  formar um a um.

Então, colegas, minha mensagem para este fim de ano é PERSEVERANÇA.
Que em 2017 a gente não aceite o que nos é imposto pela moda. Que a gente possa melhorar esse cenário desolador. Formar novos leitores e persistir na busca por um espaço na Literatura que não é só de quem pode mais, quem paga mais, mas que é nossa também.