Meus livros!

30 janeiro 2011

PARA FALAR DE POESIA


Rabiscar meus sonhos
Conversar o tempo
Agradecer dias e noites
Sussurrar segredos

Falar de amor e querer
Vida e sobrevida
Traçar espera e expectativa
Dizer de caos e alegrias

Poesia é perguntar as dúvidas
Escrever silêncios
Ser todos e um pouco de tudo
É contar a alma
Vezes, transparente como a água limpa
Outras, turva nas entrelinhas.


Bom, andei uns tempos afastada dos livros e do blog. A gente precisa recarregar a bateria, porque chega um momento em que a inspiração também tira férias... De qualquer jeito, meu primeiro post de 2011 traz uma grande paixão: A POESIA.
Falar deste gênero literário, para mim, é mais do que abordar a arte de compor ou escrever versos. Quando falo de poesia, falo de sonhos e verdades. De planos e expectativas. De olhares intensos. Dos detalhes que nascem nos dias, nas horas, nas estações. É como se cada poema desenhasse meus sentimentos.
Mas acredito que o mesmo acontece com todos os poetas... Os versos podem falar de amor, de contexto, saudade, reflexão, enfim, dores e alegrias, perguntas ou respostas. Nascem de acordo com o estado de alma do poeta. E, mesmo nas entrelinhas, podem ser perturbadoramente sinceros.
Quem me conhece, já sabe que sou fã dos novos nacionais. É por isso que neste ano, quero trazer mensalmente ao “Feitiço Literário”, um gênero e uma obra. Para Janeiro, escolhi o poeta Juan Fiorini e seu livro: “Quase nada sempre tudo”.
Tomei conhecimento de seu trabalho por meio de um amigo que me presenteou com um exemplar. Na dedicatória, o autor dizia: “Aqui segue uma tentativa de versificar um pouco ao mundo”.
Nossa, eu leio muita poesia, brinco de poetar, troco palavras e sonhos, entrelaço ilusão e realidade, como revisora e nova autora, tive a oportunidade de conhecer muitos outros novos autores pela rede e seus trabalhos, mas adorei seu estilo, sua forma de 'versificar o mundo', urbanizar a palavra, contextualizar o sentimento, diversificar o verso, dialogar com os sentimentos e tendências. Trocadilhos inteligentes, leitura que flui, atraente. Virei a última página querendo mais.

Eis duas passagens que destaquei:

"Criei a rua
Para se andar bem passo a passo.
De qualquer descaminho
Qualquer desalento
E qualquer desalinho
Como um sentimento
Que eu mesmo faço." (p.21)

"Único verso.
Assim é o universo:
O mesmo sentido
Lendo-se em reverso." (p.62)


Para quem não conhece, super recomendo!!!



“Neste livro o poeta é um criador de espaços, a própria poesia é o espaço ir se entregando sem pudor, às vezes sereno, às vezes vertigem, multiplicando-se em camadas cuja profundidade é sempre a dobra das superfícies. Os pontos de parada são móveis, os centros ficam nos arrabaldes: é isso que faz a gente vagar com prazer, basta se soltar nos 'ao redores', no ritmo dos sons e dos vazios entre as letras que se expandem e se contraem. Não há senhas, só as que a gente inventa: inquietude, desejo, bom humor, provocação, vitalidade.” Luis Alberto Brandão
Tradição Planalto Editora

ISBN: 978-85-99361-12-2
64 páginas
Contato com o autor: fiorini.juan@gmail.com


7 comentários:

  1. Ola Bruna,
    Mto bom ter você de volta!
    A poesia é algo que me faz sentir leve e forte. Acho que isso é padrão entre os poetas.
    Gostei muitos dos versos de Juan Fiorini, entrarei em contato para conhecer mais dos seus trabalhos.

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  2. Minha querida amiga.
    Autor não tira férias..acumula sentimentos. Por isso acho que deve começar a escrever logo antes que fique doida (mais..rsrs)afinal, os normais leem somente os que doidos com nós escrevem.
    A poesia postada é leve como a bruma carregada pelo vento.
    Por falar em vento me lembrei do voo de Ayla depois do beijo. Acho que foi um voo de bruma, quem sabe de Bruna, enfim.
    Bom vê-la de volta.
    Linda postagem e comentário perfeito.
    Super beijo.

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  3. Bom ter vc de volta.
    Vê se não some...
    Beijos

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  4. Bruna,
    Concordo... Autor não tira férias, em sua "dormência", acumula sentimentos.

    Adorei a dica.
    Há um certo "caminho de lua" que ainda preciso trilhar. Que bom que trilhamos juntas. Já dizia meu Prof.: O verdaeiro leitor dialoga com o autor, e foi isso que senti que vc fez quando dessa leitura.

    bjs
    Aline

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  5. Tem selinho pra vc no meu blog!

    Bjs

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  6. Poesia é perguntar as dúvidas
    Escrever silêncios

    Excelente esta metáfora!

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  7. Poesia é perguntar as dúvidas
    Escrever silêncios

    Excelente metáfora!

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