Meus livros!

05 junho 2015

É UMA NOVA OU VELHA LITERATURA NACIONAL?

Temos uma nova ou velha literatura nacional?
Sinceramente, vejo tantos livros traduzidos nas livrarias e tão poucos romancistas nacionais em meio a essas pilhas de livros expostos em gôndolas atraentes para qualquer amante da leitura que já não sei o que pensar.
O que conta - mesmo com tanto acesso à informação e tantas mudanças nas formas de mídia e comunicação - é um modelo arcaico de publicação onde impera o que vende mais ou o que chama mais a atenção no momento. Infelizmente, parece que quase sempre fica de lado o conteúdo.
E daí, no meio de tantas perguntas volto ao bom e velho mercado editorial.
Ai, estou tão cansada de orçamentos editoriais onde o custo unitário é tão alto que torna impossível a venda de um exemplar e dessas falsas propostas maquiadas de oportunidade para o novo autor que minha vontade é nunca mais enviar um original para análise e manter apenas a publicação sob demanda. Talvez eu deva encarar o fato de que para ser lida preciso sair por aí com os livros debaixo do braço e me tornar vendedora ambulante para pelo menos apresentar algo de meu trabalho e ter uma chance concreta de ser lida. Porque no fundo de uma prateleira qualquer não vou encontrar meu leitor. Muito menos divulgar uma obra que até então inexiste aos olhos do público. 
E não foi por falta de vontade, de paixão e envolvimento.
E sobre as análises de original, nossa, muitas foram uma frustração completa e em vez de uma avaliação séria o que consegui foi uma proposta de bancar a obra que eu nem sabia que seria possível em se tratando de determinada editora. Uma proposta tão cara que nem pude considerar.
Bom, sei que sonho não tem preço, mas por mais apaixonado que um autor seja existe um limite que se chama sobrevivência.
Enfim, vi que existe muita enrolação por aí.
Algumas editoras são sérias? São. E nessas chovem tantos novos autores e tanto português truncado e ruim que quase não sobra lugar para quem está chegando agora.
Com indicação fica mais fácil, mas quando não temos indicação podemos ser simplesmente descartados sem sequer ser folheados. 
Daí vou percorrendo a internet e vejo tantos novos caminhos que fico na dúvida: onde estou errando? Falta talento? Falta ou sobra texto? Falta marketing ou apenas muitoooo dinheiro para promover meus romances?
Na realidade, conheci tanta gente boa escrevendo por aí com um enorme talento que é completamente desconhecido e tanta gente ruim publicada e conhecida que fica difícil neste nosso contexto entender o que é "velha" ou "nova" literatura nacional e o que é bom ou ruim. 



5 comentários:

  1. Oi, gosto muito de literaturas que aguçam minha curiosidade. De romance, nunca li uma obra nacional, a que mais gostei foi Um homem de sorte. Nacionais, costumo ler contos e histórias regionais.

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  2. Ps, coloquei seu blog nas listas de blogs a visitar sempre. Dê uma olhada no meu: pramsopa.blogspot.com

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  3. Nossa. Entendo essa jornada. Também me pergunto o que está faltando. Talvez mudar o nome para algo mais importado... Haha! Divulgação nacional? Já perdi a fé nisso. Mas persevere por ele, seu livro. Um dia acontece. Sorte na sua caminhada.

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  4. Não é fácil não, amiga. Mas a gente tem que se manter firme. Torcendo sempre por você, por nós. Beijos, Adriana Aguiar Ribeiro

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  5. Olá, Bruna.
    Grande grito de indignação aliado à confusão/desentendimento perante um sistema que está montado para não ser compreendido.
    bj

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